top of page
Buscar

Meu filho não come: é Seletividade Alimentar?

  • contatoclinisol
  • há 4 dias
  • 3 min de leitura

"Meu filho só aceita poucos alimentos. É apenas uma fase?"

“Meu filho não come quase nada.”

“Ele só aceita os mesmos alimentos.”

“Se eu colocar algo diferente no prato, ele nem experimenta.”


Essas são preocupações frequentes entre pais e responsáveis. Durante a infância, é comum que existam períodos de maior resistência a determinados alimentos. Porém, quando a variedade alimentar se torna muito limitada e a criança apresenta dificuldade persistente para experimentar ou aceitar novos alimentos, é importante observar com mais atenção.


A seletividade alimentar infantil pode ter diferentes causas e nem sempre deve ser entendida apenas como “frescura” ou uma fase que necessariamente passará sozinha.



O que é seletividade alimentar

A seletividade alimentar acontece quando a criança apresenta uma aceitação restrita de alimentos, podendo recusar determinados sabores, texturas, cheiros, temperaturas, cores ou formas de apresentação.


Algumas crianças, por exemplo, aceitam apenas alimentos crocantes. Outras rejeitam qualquer comida que tenha molho, alimentos misturados ou preparações diferentes daquelas com as quais já estão acostumadas. Também pode acontecer de a criança aceitar uma variedade muito pequena de alimentos e demonstrar grande resistência quando algo novo é colocado no prato.


É importante diferenciar uma preferência alimentar de uma dificuldade que está interferindo na alimentação da criança e na rotina da família.


Quando a criança não come: é apenas uma fase?

A infância envolve mudanças no comportamento alimentar. É esperado que a criança desenvolva preferências e, em determinados períodos, fique mais resistente a experimentar alimentos desconhecidos.


Porém, alguns sinais merecem avaliação profissional, especialmente quando a criança:

  • aceita uma variedade muito pequena de alimentos;

  • exclui grupos alimentares inteiros;

  • apresenta muita dificuldade para experimentar alimentos novos;

  • demonstra incômodo intenso com determinadas texturas, cheiros ou consistências;

  • tem ânsia, engasgos ou forte aversão diante de alguns alimentos;

  • deixa de comer alimentos que anteriormente aceitava e seu repertório vai diminuindo;

  • apresenta refeições muito estressantes ou conflituosas;

  • precisa que os alimentos sejam sempre preparados ou apresentados da mesma maneira;

  • apresenta dificuldades relacionadas ao crescimento, peso ou adequação nutricional.


Mais importante do que contar isoladamente quantos alimentos a criança aceita é compreender como ela se relaciona com a alimentação e quais impactos essa dificuldade está causando.


O que fazer quando meu filho aceita poucos alimentos?

Forçar, ameaçar, punir ou transformar cada refeição em uma negociação tende a aumentar a tensão em torno da comida.


Também não significa que os pais devam simplesmente retirar todos os alimentos recusados ou insistir para que a criança “coma de qualquer jeito”. O caminho envolve compreender por que aquela criança está recusando determinados alimentos.


É possível manter a exposição gradual a novos alimentos, respeitar os sinais de fome e saciedade e oferecer oportunidades para que a criança conheça diferentes alimentos sem transformar cada tentativa em uma obrigação.


Em alguns casos, apenas orientações à família podem ajudar bastante. Em outros, é necessário um acompanhamento mais específico.


Como funciona o atendimento nutricional para seletividade alimentar?

No atendimento nutricional infantil, o primeiro passo é conhecer a criança para além do que aparece no prato.


O nutricionista pode investigar o histórico alimentar, rotina das refeições, alimentos aceitos e recusados, preferências de textura e consistência, comportamento durante as refeições, crescimento, necessidades nutricionais e estratégias que a família já tentou utilizar.


A partir dessa avaliação, é possível estabelecer objetivos individualizados. O acompanhamento pode envolver estratégias para ampliar gradualmente o repertório alimentar, melhorar a qualidade nutricional da alimentação, organizar a rotina das refeições e orientar os responsáveis sobre como conduzir esse processo em casa.


O objetivo não é simplesmente fazer a criança “comer de tudo”, mas favorecer uma relação mais segura e saudável com a alimentação, respeitando suas necessidades e trabalhando as dificuldades identificadas.


Quando outros profissionais podem participar?

Nem toda dificuldade alimentar tem origem exclusivamente nutricional.


Dependendo dos sinais apresentados pela criança, pode ser necessária uma avaliação conjunta com outros profissionais, como fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, psicólogo ou médico.


Dificuldades de mastigação e deglutição, questões sensoriais, aspectos comportamentais, condições do neurodesenvolvimento e problemas gastrointestinais, por exemplo, podem estar relacionados às dificuldades alimentares.


Por isso, uma abordagem interdisciplinar pode ser importante em alguns casos.


Seu filho apresenta seletividade alimentar?


Se você percebe que seu filho aceita poucos alimentos, recusa frequentemente novas opções ou se as refeições estão se tornando um momento de preocupação para toda a família, não é necessário esperar a dificuldade aumentar para buscar orientação.


Uma avaliação permite entender se o comportamento faz parte de uma etapa do desenvolvimento ou se existem sinais que precisam de acompanhamento.


Na Clinisol Clínica de Psicologia, o atendimento busca compreender as necessidades de cada criança e orientar a família de maneira individualizada.


 
 
 

Comentários


bottom of page