Depressão não é excesso de passado
- contatoclinisol
- 12 de jan.
- 2 min de leitura

É muito provável que você já tenha ouvido por aí que depressão é excesso de passado. Mas será que é isso mesmo?
A ideia de que uma pessoa está deprimida devido ao seu passado, é uma forma simplista e incompleta de compreender esse transtorno tão complexo.
A depressão tem causas multifatoriais (ou seja, depende de diversas circunstâncias para ocorrer) e apesar de em alguns casos ser decorrente e influenciada também por vivências passadas, não é a única razão pela qual uma pessoa deprime.
As pessoas podem deprimir por situações do momento presente como crises financeiras, conflitos familiares, perda de alguém importante, entre outros acontecimentos comuns à vida.
Além disso, carência de vitaminas, alterações neurobiológicas e predisposição genética também podem desencadear um quadro depressivo.
Ou seja, afirmar que depressão é excesso de passado produz em nós um entendimento equivocado sobre os diferentes aspectos dessa doença.
Por isso, devemos nos informar e buscar fontes que nos auxiliem a ter um conhecimento menos restrito sobre saúde mental. Isso nos capacita a acolher com maior empatia e solidariedade, além de perceber com clareza quando é hora de buscar ajuda,
Como identificar se posso estar com depressão?
Primeiro é preciso compreender que existem diversos transtornos de depressão, e que cada um possui características e sintomas específicos e são essas diferenças que auxiliam em um diagnóstico preciso e direcionam para um tratamento assertivo e eficaz.
Separamos os sintomas listados conforme o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais). São eles:
explosões de raiva ;
humor irritável;
humor deprimido;
diminuição ou perca total de interesse e prazer nas atividades;
aumento ou diminuição significativo no peso corporal;
alteração no sono (dormir demais ou insônia)
alteração no apetite (comer em excesso ou não conseguir comer);
cansaço/ perda de energia;
sentimentos/pensamentos de inutilidade;
culpa excessiva ou inapropriada;
dificuldade de concentração e/ou raciocínio mais lento;
prejuízos na memória;
pensamentos recorrentes de morte ou de machucar a si mesmo;
sintomas de ansiedade;
mudanças de humor;
letargia (lentidão para realizar tarefas);
reatividade;
isolamento social;
abandono de atividades, responsabilidades acadêmicas e profissionais;
pensamentos e falas negativas.
Entre outros.
Se você identifica alguns desses sinais ocorrendo por diversos dias em maior ou menor intensidade, recomendamos a busca por auxílio profissional.
Por Psi. Nicolly Pereira - CRP 08/32947
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